“Como se discute com quem amamos sem que isso acabe em guerra?”
Discutir sem guerra.
Todos os casais discutem. Se acaba numa solução ou numa guerra depende muito de como correm os primeiros minutos.
A resposta curta
- Lutem contra o problema, não um contra o outro, e só um tema de cada vez.
- Começa com suavidade. Diz o que te incomoda, não o que está mal na outra pessoa.
- Quando estiveres a transbordar, faz uma pausa de pelo menos vinte minutos, e diz quando voltas.
Começar com suavidade
Os investigadores que observaram milhares de casais a discutir, o mais conhecido é o psicólogo John Gottman, descobriram que o início de um conflito diz muito sobre a forma como acaba. «Nunca ajudas em nada» começa uma guerra. «Estou exausto e preciso de ajuda na cozinha esta noite» começa uma conversa. O mesmo problema, um desfecho diferente.
Atenção aos quatro sinais de alarme
Gottman descreve quatro padrões que anunciam problemas: a crítica (atacar a pessoa em vez do comportamento), o desprezo (sarcasmo, revirar os olhos, troça), a defensividade (contra-atacar em vez de ouvir) e o muro (fechar-se por completo). O desprezo é o mais corrosivo dos quatro. Se te reconheces, és normal: o importante é reparares nisso enquanto acontece.
Fazer uma pausa a sério
Quando o coração dispara e só pensas em ganhar, não consegues resolver nada. Diz «Preciso de vinte minutos, depois voltamos a isto», e volta mesmo. Sair sem dizer quando voltas parece, à outra pessoa, um muro.
Ninguém ganha uma discussão com a pessoa com quem vive.
Reparar, não ganhar
As pequenas tentativas de reparação, uma piada, um toque, «ok, isto saiu mal», contam mais do que argumentos perfeitos. Aceita-as quando a outra pessoa as oferecer. O objetivo não é haver um vencedor. O objetivo são duas pessoas do mesmo lado do problema.
Quando pedir ajuda
Se a mesma discussão volta todas as semanas, ou se já não conseguem falar sem desprezo, uma terapia de casal não é uma derrota. É uma ferramenta, como chamar um especialista para uma avaria que não consegues encontrar sozinho. E se alguém em casa sente medo ou não se sente seguro, já não é uma discussão: procura logo ajuda junto dos serviços de apoio da tua zona.